Auto-flagelo?

O problema não está em não conseguir lutar, mas se acostumar com o fracasso.

29

de

janeiro

Adolescente Nuclear

Quando eu explodir e espalhar pedaços de decepção por aí, não venham me culpar. Se for do gosto do acaso que eu parta sonhos, a culpa não é minha. E cada vez mais vai aumentando. Cada vez inflando mais dentro do peito. Não posso evitar que os meus punhos fiquem cerrados de raiva. Não posso evitar que a vontade de destruir se aposse de mim. Tudo o que puder ser feito. Eu vou fazer tudo o que puder ser feito. Tudo o que não puder ser feito. Segurar ao máximo. Rejeitar ao máximo. Esquecer do asco que me domina. Esquecer da fúria que me consome aos pouquinhos.

 

 

 

Mas quando eu explodir não me culpem.

28

de

janeiro

Advogada dos Emos

Emocore. Seria um tipo de música ou um jeito de se verstir? Talvez os dois, talvez apenas um. E aquelas pessoas com franjas longas, roupas com estampa xadrez ou de bolinhas, seriam amantes do emocore ou meras criaturas que nunca ouviram uma banda emo e gostam apenas de se vestirem daquele jeito? Talvez os dois. Talvez um. Talvez nenhum.

De uns tempos pra cá a nova modinha na mira das pessoas se intitula emocore (que antes eu conhecia apenas por um estilo de música) e como é de praxe muitas pessoas são contra o tal modismo. Esses mesmos cidadãos que se acham no direito de insultar cada pessoa que se denomina emo começaram a passar dos limites do “ódio normal”, criando comunidades no nosso querido Orkut com títulos extremamente ofensivos como “Movimento Anti-Emo”, “Matem um emo”, “Eu odeio emos”, “Morte aos emos”, “Ema = Bicho, Emo = Bicha”. Enfim, frutos de cérebros obviamente podres e que devem ser arrancados das cabeças com extrema urgência.

Mas é aqui que fica a minha pergunta em mais um texto de críticas: desde quando o nome ‘emo’ virou sinônimo de xingamento? Por que um garoto punk não é chamado de ‘bicha’ e um garoto emo sim? Só por que eles também abraçam garotos? Ora, quem chama garotos emos de bichinhas são na verdade machões medrosos e enrustidos! Se um metaleiro tem o direito de sair por aí com suas correntes no pescoço e vangloriando Ozzy Osbourne, por que uma garota emo não é respeitada com suas roupas de boneca e franja comprida quando entra em uma loja, sendo recebida com olhares tortos?

É provável que muitos dos emos de hoje nunca tenham ouvido sequer uma banda emo (como Gray Matter), mas chegar ao ponto de alguém entrar na internet e se deparar com notícias de violência contra emos já é demais! É possível viver em perfeita harmonia com os emos mesmo não curtindo o estilo. Eu ouço punk rock e tenho amigas emos e me dou super bem com elas. Se não quiser aproximação é só ter respeito. Se a humanidade se diz racional é necessário parar com certas atitudes dignas de um acéfalo e acabar com picuinhas geradas só pela insatisfação de ver o modo como algumas pessoas se vestem e a música que elas ouvem.

 

O Ministério da Saúde informa que se você tem amor à vida é bom não criticar um emo na frente da dona desse blog. Obrigado.

27

de

janeiro

Válvula de Escape

4 brincos em cada orelha + piercing na sobrancelha + piercing no lábio + calças largas + roupa preta = Daniela Prandi.

Quando eu começei a ouvir rock gótico em 2004, quando eu tinha doze anos, por influência de uma colega, eu não tinha a mínima noção de quantos problemas eu teria de encarar por simplesmente ouvir determinado tipo de música e começar a gostar de preto. Naquele ano eu começei a ouvir Evanescence toda a noite. Gostava da sensação de tristeza que a voz da Amy Lee me passava, gostava do pessimismo dela. Comecei a me interessar por roupas pretas e em uma aposta de coragem com uma amiga furei os 2º e 3º furos na minha orelha. Três brincos bem pequeninos em cada uma delas, uma camiseta da Amy, calças ‘normais’ e sandalha.

 

Em 2005 eu ficava cada vez mais apaixonada por aqueles três pontinhos brilhantes na minha orelha. Começei a procurar espaço na mesma em em meados daquele ano convenci minha mãe e me deixar furar o 4º furo. Fiz e tive de dormir três dias sentada devido a dor que senti depois. Mas mesmo assim continuei apaixonada por aqueles pedacinhos de metal que me adornavam as orelhas. Troquei as calças apertadas e as saias por causas largas e as sandálias e tamancos baixos pelos tênis. As blusas pretas começaram a dominar o meu guarda-roupa. Comecei a ouvir Legião Urbana.

 

2006 começou com mais um atributo: lápis preto nos olhos. É claro que no começo eu quase furei os meus olhos e tals, mas eu não saía de casa sem colocar as minhas falsas olheiras pretas abaixo dos olhos amarelados. Os primeiros olhares de espanto surgiram no colégio e por parte do meu pai. Não liguei muito. Na verdade eu nunca liguei muito, eu sempre gostei que me olhassem surpresos nas ruas, no shopping, no colégio… Acrescentei Green Day as minhas preferências músicais e o Evanesncence me decepcionou um pouco.

 

Em 2007 eu completei quinze anos e parei de usar um pouco o lápis por medo das rugas [xD]. Meus pais começaram o primeiro tempo de um jogo muito longo de separação e eu aproveitei para matricular-me no curso de bateria, já que agora estava aberta a temporada do ”puxa-saquismo” dos pais e eles já não se importavam com as minhas esquisitices. Consegui chantagear o meu pai e em Julho coloquei o meu primeiro piercing: sobrancelha esquerda, um spike. Os olhares no colégio aumentaram, as exclamações de assombro, mas as de admiração também. Críticas na Igreja Católica também surgiram, mas como sempre foram relevadas. Em Dezembro, agora morando apenas com minha mãe e minha irmã mais nova, coloquei o piercing no canto direito do meu lábio inferior. O furo mais doloroso até agora que foi acompanhado por apertões na mão da minha irmã. Pavor no colégio como de costume. Meu pai só riu. Mas a minha família no Rio Grande do Sul ficou dividida: na casa dos meus avós não recebi nenhum xingamento ou reprovação, mas na casa dos tios do meu pai sim. Eles me diziam que o anzol era para ser na boca do peixe não na minha. No começo também rejeitaram a bateria.

 

Eu nunca esperei ser respeitada. Também nunca deixei de me sentir magoada com certos comentários. Nunca me arrependi de ter me transformado no que sou hoje e continuo amando ver aqueles brilhinhos metálicos pelo meu rosto, mas os brincos pequenos fora substituidos por argolas e transversais. Me amo assim e não consigo me imaginar de outro jeito. Em 2008 quero fazer a minha primeira tatoo ou pintar o cabelo de azul marinho. Ah, continuo gostando loucamente do Green Day e comecei a ouvir Ramones, AC/DC, Pink Floyd, Metallica, Guns’n'Roses, Capital Inicial…

 

Eu vou quebrar a cara algum dia. Pensar nisso me deixa com um pouco de medo, mas não me faz voltar atrás. Só estou fazendo algo que gosto e tentando aproveitar essa fase ao máximo.

 

 

26

de

janeiro

O Segredo de Brokeback Mountain

" O Amor é uma Força da Natureza"

Um filme muito bonito!!! Conta a história de Ennis Del Mar (Heath Ledger) e Jack Twist (Jake Gyllennhaal), dois cowboys que se conhecem em um verão em 1963. Eles vão trabalhar juntos para um criador de ovelhas na montanha de Brokeback, Wyoming. Lá acabam se apaixonando e com o fim do trabalho cada um toma seu rumo a contragosto. Ficam separados por quatro anos e os dois acabam casando, Ennis tem duas filhas com Alma (Michelle Williams) e Jack tem um filho com a cowgirl rica Lureen (Anne Hathaway). Enfim eles se reencontram e ficam juntos escondidos.

 

Pra mim foi um filme perfeito, apesar das cenas que…bem… ah, deu pra entender! O jeito como cada um lida com o sentimento que nasceu dentro de si em plena década de 60 é fantástico! Os dois tem uma necessidade de ficarem juntos, mas medo de que o preconceito possa vir a fazer com eles.

Todo mundo deveria ver esse filme.

P.S. -> O ator Heath Ledger, que interpretou Ennis Del Mar, faleceu em Nova York nessa Terça-Feira, dia 22/1. As suspeitas são de uma overdose de remádios ou heroína. O resultado saí daqui há dez dias.

O SEGREDO DE BROKEBACK MOUNTAIN - EUA - 2005 - DIREÇÃO DE ANG LEE - DURAÇÃO: 135 MIN - CENSURA: 16 ANOS [INADEQUAÇÕES: VIOLÊNCIA, LINGUAGEM OBSCENA E RELAÇÃO SEXUAL, AGRESSÃO FÍSICA E ASSASSINATO] 

                                                                                                                                                                                                                                                  

25

de

janeiro

Sempre há um karaokê no fim do túnel.

Pois bem, eu estava me sentindo meio mal nesses últimos dias. Sabe, faltam uma semana e alguns dias para as aulas retornarem e nada de emocionante aconteceu na minha vida. É claro que eu não espero que o Tré Cool apareça na minha porta me presenteando com uma baqueta dele ou que eu receba uma serenata de um cara idêntico ao Sid Vicious, longe de mim. Mas eu queria mais… ação. Mais diversão também, um motivo para rir de verdade.

 

Hoje fui ao ”xopin” com Manu, o pai dela, a irmã, a tia, minha mãe e minha irmã. Tava meio parado. Só passava filme chato no cinema e eu detesto aquelas maquininhas de dançar da loja de brinquedos. Foi aí que aquela cabine lindissíma entreou nos olhos de Manu: a cabine do karaokê. Resolvemos ir para lá, mas eu só iria ouvi-lás cantando [detesto cantar]. A primeira música? ”We are the champions”’ do Queen. Como eu AMO essa música comecei a cantar junto e me empolquei. Ainda cantamos ”Exagerado” [Cazuza], ”Vamos Fugir” [Skank], ”’Será” [Legião Urbana],”Como é grande o meu amor por você” [Roberto Carlos] e ”Fixação” [Kid Abelha]. Nessa última eu e Tia Paula [Tia de Manu] tiramos a pontuação 8,1 [a maior entre nós], um ótimo resultado para quem detesta cantar.

 

Acontece que eu me senti bem cantando. Não vou seguir cantando porque o meu coração é fiel à bateria, mas eu me senti imensamente bem ouvindo aquele coro de vozes e vendo minha mãe cantando junto!

 

Definitivamente as coisas simples podem trazer uma alegria imensa quando se está acompanhado das pessoas que você gosta.

 

-> Consegui comprar o Segredo de Brokeback Mountain e vou assistir com Manu de madrugada aqui em casa. A censura é 16 anos [eu tenho 15...] e não quero mostrar o filme pra minha irmã de onze antes de passar pelo meu controle de qualidade.

25

de

janeiro

Procura-se a minha Coragem.

Pois é… minha desorganização altissíma me levou a perder mais uma coisa, só que dessa vez eu perdi algo muito importante.

Sabe aquele tipo de aluna que presta atenção em determinadas aulas e em outras não tá nem aí? Eu fui assim na quinta série e graças a isso tenho uma séria dificuldade em matérias que usam calcúlos [exceto Química]. Então desde a 7ª série eu fico todo ano de recuperação nos dois semestres, sempre consegui passar me arrastando, mas agora eu vou ter que encarar o 1º ano e - para melhorar a situação - todo mundo fica me assustando dizendo que é um verdadeiro inferno…

É eu tô com muito medo. Medo não só de me dar mal em Matemática e Física, mas me dar mal em todas as matérias. Eu não sei se eu vou conseguir acompanhar… a idéia de estar crescendo e perder aquele senso de brincadeira me assombra!

Daqui há pouco eu estarei prestando vestibular… e depois serei um adulto formado. Responsabilidade me assusta! Mas não é o fato de ter responsabilidades, o que incomoda é que daqui há três anos eu serei, literalmente, dona do meu nariz. Eu não sei se eu consigo cuidar de mim mesma.

 

E como já diziam os Ramones: I Don’t Want To Grow Up.

 

Então Coragem, se você estiver lendo essa mensagem por favor volte pra casa antes do dia sete de Fevereiro…

 

24

de

janeiro

Esse aí já era…

 

 

Esse post não tem nada de muito interessante. Só deixo aqui essa foto estranha que eu achei em umas das minhas expeições pelo Google. Achei interessante o fato da pessoa ali retratada despencar de um prédio [?] e tudo cair com ela… vai entender!

23

de

janeiro

Hey, a felicidade existe!

Que GRANDE descoberta que eu fiz hoje!

Eu vivo contestando o que as pessoas dizem - na maioria das vezes - e uma das coisas que sempre me diziam e que eu duvidava era o fato de você se sentir feliz baseado na felicidade dos outros. Eu não sou tão cruel ou mesquinha assim, mas eu sempre me sentia CONTENTE com os sonhos dos meus familiares e amigos tornando-se realidade. Nunca senti o coração explodir em felicidade. Mas eu estava errada - como sempre - e hoje graças a uma criaturinha chamada Emanuela eu me senti realmente feliz sabendo que o sonho dela seria realizado, como se estivesse acontecendo comigo.

 

 

No final das contas as coisas não deram muito certo e eu vou fazer o possível para mudar isso, mas mesmo assim obrigada Manu por me deixar provar  desse sentimento lindissímo!!!

 

22

de

janeiro

Caí Fora, Dona Morte!

Pensei muito em como abrir esse blog durante as férias, quando ele nem existia ainda (só no meu cerébro verde). Pensei em vários temas polêmicos, besteiras, cheguei até a tirar fotos dos lixeiros por onde passei (que vou publicar!), mas ontem aconteceu algo tão real que marcou a vida dessa criatura que vos fala.

Eu vinha voltando de avião para Juazeiro do Norte quando houve uma turbulência quando sobrevoavamos Teresina. Foi apavorante ver todas aquelas pessoas chorando, berrando e rezando para que não morresem. Havia dois bebês no avião que choravam desesperados e o casal idoso nas poltronas na minha frente se abaraçaram também chorando. Segurei firme a mão da minha mãe e irmã e chorei também.

Lembra que dizem que quando você sente a morte a sua vida passa como um filme pelos seus olhos? Aquilo não é papo furado. As primeiras pessoas que vieram na minha cabeça foram minhas amigas. Cara, aquele avião não podia cair e me deixar sem vê-las! Pensei em tudo que eu sonho para um futuro não tão distante: a minha banda, pratos novos para a bateria, passar de ano sem recuperação, cursar psicologia… não podia simplesmente tudo acabar ali por causa de uma nuvem cinza que apareceu no radar!

Mas apesar de ser uma experiência ruim, ela teve algo positivo: eu percebi o quanto é bom estar viva. É bem provável que o professor não vá com a minha cara, que minha mãe brigue comigo, que minhas amigas façam algo que eu não goste, que o meu peso aumente, mas nada disso pode me tirar a alegria de dizer: EU TÔ VIVA!

Pode ser que quando eu abra a janela todas as manhãs eu me depare com o poste da iluminação pública no lugar do sol, pode ser que eu inspire fumaça ao invés de ar puro, mas eu amo estar aqui nesse mundo. Amo poder rir, amo chorar, amo berrar minhas besteiras, amo minhas amigas, amo amar, amo viver… e apesar de viver repetindo que a vida não é eterna, que ninguém é pra sempre e que a morte é inevitável eu confesso algo que antes não faria: tenho medo da morte. Muito medo.

 

 

 

22

de

janeiro

Here We Go…

Assim que criei esse blog, vi uma dica que dizia que a primeira postagem deveria conter informações sobre quem eu era e porque tinha criado o blog. Eu nunca sigo as dicas que me dão à risca (por isso me dou mal na maioria das vezes), mas essa eu vou seguir. Por mais idiota que eu possa parecer.

 

Meu nome é Daniela, 15 anos. Nasci no Rio Grande do Sul, mas moro no Ceará desde os seis anos de idade. Escorpiana, Colorada, Roqueira, Baterista, Cearúcha.

Criei esse blog porque depois de um mês viajando longe das minhas amigas eu me senti sozinha sem ter com que conversar. Também há coisas brotando do meu cerébro verde que eu gostaria de compartilhar.

So, Here We Go!

 

Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://olharespurpura.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o serviço e siga participando do Terra Blog.