Auto-flagelo?

O problema não está em não conseguir lutar, mas se acostumar com o fracasso.

11

de

janeiro

Olá, Desgraça.

Mais uma bela forma de começar um novo ano. Acontece que é inevitável não escrever sobre todos os acontecimentos ruins que, não sei porquê, ficam na minha cabeça por tanto tempo. Quer dizer, eu tô de férias e ainda falta um bom tempo para as aulas começarem, mas cadê a diversão?

 

Não que eu exija que a cada dia uma coisa surpreendente me aconteça, pelo contrário. Não espero salvar velhinhas de um assaltante e parar em um noticiário. A utopia não me arrebata com essa força. Mas eu me pergunto: por que eu preciso me sentir triste o tempo todo? Como se eu fosse a única pessoa no planeta que não consegue ficar um minuto sem pensar em como a vida é díficil?

 

Eu sei que é potencialmente egoísta o que eu digo, já que há pessoas em situações muito piores que a minha. Poxa, fazem quatro anos. Eu preciso de uma pausa nisso tudo. Talvez me sentir bem não apenas em uma reuniãozinhade amigos uma vez o outra e que, provavelmente, vai acabar quando eu chegar em casa tendo só o computador de companhia. Pelo menos por um tempo… eu queria tanto apreender a gostar de mim mesma. Isso sufoca.

 

 

Dá vontade de trancar todas as crianças que eu vejo por aí em um frasco de vidro. Assim elas não crescem e se limitam a brincar pra sempre. Crescer é tão doloroso… devia haver uma opção ou uma forma de deixar o processo mais lento. Droga, isso é tão imaturo da minha parte.

 

 

Espero que eu esqueça um pouco de toda essa sensação ruim, nem que pra isso eu precise me sentir um fantoche. Quando se é feito de pano não há carne para doer.

 

 

 

Notícia boa [sério?]: passei no PSS da UFPB.

Arquivado em: identidade I

2 Comentários »

  1. Comentário por walderpinheiro — 11 de janeiro de 2009 (16:05)

    Dani,você não é a única a se sentir desse modo…várias pessoas até eu,sentimos o mesmo,Vamos concordar esse tipo de sentimento tem seu lado positivo e nagativo,para ser sincero,estamos no negativo.

  2. Comentário por wesley lourenço — 14 de janeiro de 2009 (22:55)

    Excelente o seu post. Parabéns. Como dito no comentario acima, você não é a unica a se sentir dessa forma, eu entrei o ano na merda (me desculpe a expressão) mas continuo existindo…não vou dizer vivendo!Visite o meu blog e vê o que vc acha…Sugira que leia “quase tudo sobre quase nada”..abaixo vai o link…
    http://snypess.blog.terra.com.br/
    tchau

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