Auto-flagelo?

O problema não está em não conseguir lutar, mas se acostumar com o fracasso.

4

de

março

Almas oxidam?

Sabe, não é tão doloroso ver uma espinha nascer no seu rosto, perceber seu corpo mudar ou ser chamado de “aborrecente”. Logo você supera e passa até a gostar da sua adolescência, achando uma fase maravilhosa onde o gosto da liberdade te deixa extasiado. Ninguém nunca mencionou que ESSA era a parte díficil.

Quando você finalmente se acostuma com suas asas, alguém vem e as corta, te impedindo de voar. Regras são impostas, caminhos são bloqueados e você precisa seguir a grande massa. Não há mais carinhos da mãe, não há mais brincadeiras, não há mais festas com os amigos, não há mais passeios que começam de tarde e terminam de noite. Algemas te prender no chão e os elos são feitos com a sua própria carne.

Perguntas e respostas podem te definir, assim como podem construir ou destruir o que você será daqui para frente. Nada mais é tão engraçado e todos parecem concentrados demais em chegar ao primeiro lugar no pódio. O cubículo e mínimo e pequeno, mas ainda assim todos continuam.

O que você era começa a derreter, criando novos conceitos que antes você repudiava. O processo de ser o espelho daquilo que você mais temia começa, mas você não sente, agindo como se fosse algo normal. Inocência é uma palavra que se tornou tão distante.

Então por que fazemos coisas que odiavamos quando nossos pais as faziam? Por que pensamos igual aos adultos que temíamos e simplesmente aceitamos isso? Por que coisas que antes amavamos hoje parecem tão comuns? Por que atos que no passado eram brutais hoje se tornam necessários? Por que nossas almas oxidam nos deixando tão robóticos.

O pior medo não é de crescer em si, afinal todo mundo cresce e precisa enfrentar a vida. O que me apavora é pensar no que eu posso me transformar daqui para frente. Não quero que a Daniela de cinco anos atrás sinta nojo ou medo da nova Daniela que está surgindo.

Porque já basta a Daniela de dezesseis anos se enojar das próprias atitudes.

1

de

fevereiro

Calar-me-ei

Como pode ser tão fácil se decepcionar com pessoas que você ama?

 

Ninguém conhece os amigos/familiares por completo. Minha mais nova descoberta. Não importa o que ele digam de você, o que eles dizem dos outros ou quantas vezes balançam as cabeças como lagartixas para concordar com você. Quando a raiva transbordar eles soltam toda a verdade. Todo o preconceito escondido, acusações que você nem ao menos tem o direito de se defendere uma “conversa” onde você pode gritar até ficar rouco, mas que nunca será ouvido.

 

 

E eu me pergunto como podem se acalmar e agir como se não tivessem dito nada. Complexo.

 

Talvez seja mais fácil se eu não retrucar mais, uh?

14

de

janeiro

Olha, tem um sapo montado no cavalo branco!

01 - Por que idealizamos seres que não existem?

  1. Carência mesmo ._.
  2. Burrice, no mínimo. ¬¬’
  3. Covardia x_x’

02 - Por que mesmo sabendo que eles não existem nós continuamos a fantasiar?

  1. Na esperança de encontrar… eu acho ._.
  2. Pra se torturar, só pode! ¬¬’
  3. Pra amenizar algo… solidão, por exemplo x_x’

03 - E por que diabos começamos a viver em função disso?

  1. Porque estamos viciados. ._.
  2. Porque não somos fortes o suficiente pra parar. ¬¬’
  3. Porque é a única coisa que temos. x_x’

04 - O que seria um ato desesperado na solidão?

  1. Abraçar travesseiros. ._.
  2. Imaginar príncipes encantados É algo desesperado ¬¬’
  3. Tentar assimilar cheiros de perfume à alguém x_x’

05 - Sugestões?

  1. Parar, ué ._.
  2. Correr atrás de alguém de carne e osso! ¬¬’
  3. Continuar na mesma… x_x”

 

 

Isso não me levou à nada (de novo). Morfina, por favor.

 

11

de

janeiro

Olá, Desgraça.

Mais uma bela forma de começar um novo ano. Acontece que é inevitável não escrever sobre todos os acontecimentos ruins que, não sei porquê, ficam na minha cabeça por tanto tempo. Quer dizer, eu tô de férias e ainda falta um bom tempo para as aulas começarem, mas cadê a diversão?

 

Não que eu exija que a cada dia uma coisa surpreendente me aconteça, pelo contrário. Não espero salvar velhinhas de um assaltante e parar em um noticiário. A utopia não me arrebata com essa força. Mas eu me pergunto: por que eu preciso me sentir triste o tempo todo? Como se eu fosse a única pessoa no planeta que não consegue ficar um minuto sem pensar em como a vida é díficil?

 

Eu sei que é potencialmente egoísta o que eu digo, já que há pessoas em situações muito piores que a minha. Poxa, fazem quatro anos. Eu preciso de uma pausa nisso tudo. Talvez me sentir bem não apenas em uma reuniãozinhade amigos uma vez o outra e que, provavelmente, vai acabar quando eu chegar em casa tendo só o computador de companhia. Pelo menos por um tempo… eu queria tanto apreender a gostar de mim mesma. Isso sufoca.

 

 

Dá vontade de trancar todas as crianças que eu vejo por aí em um frasco de vidro. Assim elas não crescem e se limitam a brincar pra sempre. Crescer é tão doloroso… devia haver uma opção ou uma forma de deixar o processo mais lento. Droga, isso é tão imaturo da minha parte.

 

 

Espero que eu esqueça um pouco de toda essa sensação ruim, nem que pra isso eu precise me sentir um fantoche. Quando se é feito de pano não há carne para doer.

 

 

 

Notícia boa [sério?]: passei no PSS da UFPB.

4

de

fevereiro

Well, just fuck you, baby!

Por que o título do post é assim? Porque eu tô com raiva!

 

Tô cheia de ouvir minha mãe dizendo: ”A Dani é tão estudiosa", "A Dani nunca me deu desgosto algum", "A Dani é isso", "A Dani é aquilo’.

 

ISSO IRRITA, MERDA!!!

 

Sei lá… tá me dando uma vontade louca de mandar tudo para o raio que o parta e aumentar o volume da caixa de som até os meus tímpanos estourarem! Sentar naquela bateria e tocar até todo mundo se irritar e jogar coisas em mim!

 

Essa rotina FDP tá me enchendo! sempre a mesma coisa, sempre as mesmas pessoas! Sempre trancada nesse maldito quarto escuro sem fazer nada de importante!

 

E o pior: as aulas estão chegando e vão trocar todos os professores e aposto como a maioria não vai gostar de mim e vão implicar comigo! A garota da cara furada, mal encarada e mal educada ataca novamente!

 

 

ISSO TÁ ME ENCHENDO!

 

E EU NEM SEI MAIS QUE DROGAS EU ESCREVO!!!

 

TEM UMA NAÇÃO DE PALAVRÕES ESTALADAS NA MINHA GARGANTA!

 

EU ODEIO ME SENTIR ASSIM!

 

canseiderepreendertodomundo.

canseidesegurarosinsultoseospalavroesequesefodatudo!

 

27

de

janeiro

Válvula de Escape

4 brincos em cada orelha + piercing na sobrancelha + piercing no lábio + calças largas + roupa preta = Daniela Prandi.

Quando eu começei a ouvir rock gótico em 2004, quando eu tinha doze anos, por influência de uma colega, eu não tinha a mínima noção de quantos problemas eu teria de encarar por simplesmente ouvir determinado tipo de música e começar a gostar de preto. Naquele ano eu começei a ouvir Evanescence toda a noite. Gostava da sensação de tristeza que a voz da Amy Lee me passava, gostava do pessimismo dela. Comecei a me interessar por roupas pretas e em uma aposta de coragem com uma amiga furei os 2º e 3º furos na minha orelha. Três brincos bem pequeninos em cada uma delas, uma camiseta da Amy, calças ‘normais’ e sandalha.

 

Em 2005 eu ficava cada vez mais apaixonada por aqueles três pontinhos brilhantes na minha orelha. Começei a procurar espaço na mesma em em meados daquele ano convenci minha mãe e me deixar furar o 4º furo. Fiz e tive de dormir três dias sentada devido a dor que senti depois. Mas mesmo assim continuei apaixonada por aqueles pedacinhos de metal que me adornavam as orelhas. Troquei as calças apertadas e as saias por causas largas e as sandálias e tamancos baixos pelos tênis. As blusas pretas começaram a dominar o meu guarda-roupa. Comecei a ouvir Legião Urbana.

 

2006 começou com mais um atributo: lápis preto nos olhos. É claro que no começo eu quase furei os meus olhos e tals, mas eu não saía de casa sem colocar as minhas falsas olheiras pretas abaixo dos olhos amarelados. Os primeiros olhares de espanto surgiram no colégio e por parte do meu pai. Não liguei muito. Na verdade eu nunca liguei muito, eu sempre gostei que me olhassem surpresos nas ruas, no shopping, no colégio… Acrescentei Green Day as minhas preferências músicais e o Evanesncence me decepcionou um pouco.

 

Em 2007 eu completei quinze anos e parei de usar um pouco o lápis por medo das rugas [xD]. Meus pais começaram o primeiro tempo de um jogo muito longo de separação e eu aproveitei para matricular-me no curso de bateria, já que agora estava aberta a temporada do ”puxa-saquismo” dos pais e eles já não se importavam com as minhas esquisitices. Consegui chantagear o meu pai e em Julho coloquei o meu primeiro piercing: sobrancelha esquerda, um spike. Os olhares no colégio aumentaram, as exclamações de assombro, mas as de admiração também. Críticas na Igreja Católica também surgiram, mas como sempre foram relevadas. Em Dezembro, agora morando apenas com minha mãe e minha irmã mais nova, coloquei o piercing no canto direito do meu lábio inferior. O furo mais doloroso até agora que foi acompanhado por apertões na mão da minha irmã. Pavor no colégio como de costume. Meu pai só riu. Mas a minha família no Rio Grande do Sul ficou dividida: na casa dos meus avós não recebi nenhum xingamento ou reprovação, mas na casa dos tios do meu pai sim. Eles me diziam que o anzol era para ser na boca do peixe não na minha. No começo também rejeitaram a bateria.

 

Eu nunca esperei ser respeitada. Também nunca deixei de me sentir magoada com certos comentários. Nunca me arrependi de ter me transformado no que sou hoje e continuo amando ver aqueles brilhinhos metálicos pelo meu rosto, mas os brincos pequenos fora substituidos por argolas e transversais. Me amo assim e não consigo me imaginar de outro jeito. Em 2008 quero fazer a minha primeira tatoo ou pintar o cabelo de azul marinho. Ah, continuo gostando loucamente do Green Day e comecei a ouvir Ramones, AC/DC, Pink Floyd, Metallica, Guns’n'Roses, Capital Inicial…

 

Eu vou quebrar a cara algum dia. Pensar nisso me deixa com um pouco de medo, mas não me faz voltar atrás. Só estou fazendo algo que gosto e tentando aproveitar essa fase ao máximo.

 

 

25

de

janeiro

Procura-se a minha Coragem.

Pois é… minha desorganização altissíma me levou a perder mais uma coisa, só que dessa vez eu perdi algo muito importante.

Sabe aquele tipo de aluna que presta atenção em determinadas aulas e em outras não tá nem aí? Eu fui assim na quinta série e graças a isso tenho uma séria dificuldade em matérias que usam calcúlos [exceto Química]. Então desde a 7ª série eu fico todo ano de recuperação nos dois semestres, sempre consegui passar me arrastando, mas agora eu vou ter que encarar o 1º ano e - para melhorar a situação - todo mundo fica me assustando dizendo que é um verdadeiro inferno…

É eu tô com muito medo. Medo não só de me dar mal em Matemática e Física, mas me dar mal em todas as matérias. Eu não sei se eu vou conseguir acompanhar… a idéia de estar crescendo e perder aquele senso de brincadeira me assombra!

Daqui há pouco eu estarei prestando vestibular… e depois serei um adulto formado. Responsabilidade me assusta! Mas não é o fato de ter responsabilidades, o que incomoda é que daqui há três anos eu serei, literalmente, dona do meu nariz. Eu não sei se eu consigo cuidar de mim mesma.

 

E como já diziam os Ramones: I Don’t Want To Grow Up.

 

Então Coragem, se você estiver lendo essa mensagem por favor volte pra casa antes do dia sete de Fevereiro…

 

22

de

janeiro

Caí Fora, Dona Morte!

Pensei muito em como abrir esse blog durante as férias, quando ele nem existia ainda (só no meu cerébro verde). Pensei em vários temas polêmicos, besteiras, cheguei até a tirar fotos dos lixeiros por onde passei (que vou publicar!), mas ontem aconteceu algo tão real que marcou a vida dessa criatura que vos fala.

Eu vinha voltando de avião para Juazeiro do Norte quando houve uma turbulência quando sobrevoavamos Teresina. Foi apavorante ver todas aquelas pessoas chorando, berrando e rezando para que não morresem. Havia dois bebês no avião que choravam desesperados e o casal idoso nas poltronas na minha frente se abaraçaram também chorando. Segurei firme a mão da minha mãe e irmã e chorei também.

Lembra que dizem que quando você sente a morte a sua vida passa como um filme pelos seus olhos? Aquilo não é papo furado. As primeiras pessoas que vieram na minha cabeça foram minhas amigas. Cara, aquele avião não podia cair e me deixar sem vê-las! Pensei em tudo que eu sonho para um futuro não tão distante: a minha banda, pratos novos para a bateria, passar de ano sem recuperação, cursar psicologia… não podia simplesmente tudo acabar ali por causa de uma nuvem cinza que apareceu no radar!

Mas apesar de ser uma experiência ruim, ela teve algo positivo: eu percebi o quanto é bom estar viva. É bem provável que o professor não vá com a minha cara, que minha mãe brigue comigo, que minhas amigas façam algo que eu não goste, que o meu peso aumente, mas nada disso pode me tirar a alegria de dizer: EU TÔ VIVA!

Pode ser que quando eu abra a janela todas as manhãs eu me depare com o poste da iluminação pública no lugar do sol, pode ser que eu inspire fumaça ao invés de ar puro, mas eu amo estar aqui nesse mundo. Amo poder rir, amo chorar, amo berrar minhas besteiras, amo minhas amigas, amo amar, amo viver… e apesar de viver repetindo que a vida não é eterna, que ninguém é pra sempre e que a morte é inevitável eu confesso algo que antes não faria: tenho medo da morte. Muito medo.

 

 

 

22

de

janeiro

Here We Go…

Assim que criei esse blog, vi uma dica que dizia que a primeira postagem deveria conter informações sobre quem eu era e porque tinha criado o blog. Eu nunca sigo as dicas que me dão à risca (por isso me dou mal na maioria das vezes), mas essa eu vou seguir. Por mais idiota que eu possa parecer.

 

Meu nome é Daniela, 15 anos. Nasci no Rio Grande do Sul, mas moro no Ceará desde os seis anos de idade. Escorpiana, Colorada, Roqueira, Baterista, Cearúcha.

Criei esse blog porque depois de um mês viajando longe das minhas amigas eu me senti sozinha sem ter com que conversar. Também há coisas brotando do meu cerébro verde que eu gostaria de compartilhar.

So, Here We Go!

 

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